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Sonic Generations

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Novo Sonic... Nova esperança


Acreditar em uma nova proposta envolvendo o mascote da SEGA tem sido cada vez mais complicado. Mesmo entre os fãs mais fervorosos da série, a política do “agora vai!” tem perdido progressivamente seu fôlego — chegando quase a se extinguir em Sonic Unleashed.


É claro que, justiça seja feita, Sonic The Hedgehog 4: Episode 1 representou uma bela guinada, provando que o pessoal do Sonic Team ainda conseguia forjar um bom Sonic à moda antiga. Mas a questão é justamente esta: trata-se, essencialmente, de um novo-velho jogo do Sonic... Resultado das dificuldades óbvias em trazer, finalmente, o ouriço para as novas gerações de consoles.





Mas aparentemente novos ares tem chegado a Green Hill. Por um lado, Sonic Colors deu mostras de que sim, é possível produzir algo genuinamente novo tendo Sonic como protagonista.


Por outro lado, é impossível para qualquer fã não se encher novamente de entusiasmo diante da proposta de Sonic Generations. A fim de comemorar os 20 anos do personagem, a SEGA resolveu apostar em uma abordagem tão radical quanto promissora: as versões antigas e novas do ouriço em um mesmo bom jogo.


Novo e velho Sonic
Eis a “história” que deve embalar o crossover bastante particular da SEGA: o Sonic dos dias modernos — com olhos verdes e estranhamente inclinado a dizer coisas como “cool!” — volta no tempo e se encontra com sua contraparte dos dias áureos da série. Ambos então juntam forças contra uma ameaça terrível que pretende destruir o passado... Sobre a qual nada foi mencionado até o momento (supõe-se que a ameaça não seja o próprio Sonic Team).


Ok, a história realmente não é das mais fortes. Mas esse realmente nunca foi um ponto central na franquia. Além disso, a BioWare não está envolvida no processo, o que afasta alguns prognósticos mais pessimistas — para mais detalhes, basta conferir Sonic Chronicles: The Dark Brotherhood. Mas não, esse não parece ser o caso aqui.


Os melhores elementos de Sonic juntos


A proposta do Sonic Team para Generations poderia ser colocada da seguinte forma: todos os elementos que constituíram os melhores títulos do ouriço juntos em um só jogo. De um lado, há o Sonic clássico, cujo estilo se mantém exatamente o mesmo dos seus anos dourados no Mega Drive — no tempo que em que um botão de pulo e um direcional digital resolviam todo o problema.


Por outro lado, há os espaços tridimensionais acrobáticos do Sonic Moderno, completo com todos os seus elementos característicos: pulo direcionado, ataques dash e um senso de velocidade diferenciado.





No que diz respeito especificamente às fases clássicas de Generations, uma entrevista concedida pelo produtor-executido Takashi Iizuka ao site IGN.com pode ser bastante útil. Quer dizer, quando se pensa em uma releitura dos primeiros jogos do personagem... É fácil chegar a Sonic 4: Episode I, não? “Em [Sonic the Hedgehog 4: Episode I, nós realmente não revisitamos a velha física [da série], nós tentamos criar algo novo”, afirma Iizuka.


E ele continua: “O que nós fizemos foi em resposta aos pedidos dos fãs”. Já com Sonic Generations, “nós criamos um jogo completamente diferente, com reações físicas completamente diferentes”. Em outras palavras, embora Sonic 4 tenha oferecido um vislumbre dos primeiros anos da franquia, não há ali o mesmo feeling que se pode encontrar em Generations.



É impossível não sentir uma ponta de nostalgia ao apreciar a nova-velha Green Hill Zone. Aparentemente, está tudo ali — embora o resultado seja uma espécie de fusão entre várias construções da fase lançadas ao longo dos anos... E o mesmo deve ocorrer com vários cenários clássicos da série.


Mas paralelamente, há seções em 3D baseadas em Unleashed e Colors, nas quais a câmera gira insanamente por todos os lados, contemplando ângulos verdadeiramente cinemáticos — contribuição de Sonic Adventure, é claro. E o mais interessante: cada cenário é forjado tanto em 2D quanto em 3D, já que todos eles estão disponíveis para as duas versões do ouriço.


Quer dizer, que tal uma Chemical Plant inteiramente tridimensional? Conforme dito, é difícil conter o entusiasmo. Até porque, Sonic Generations deve jogar nesses cenários um ouriço rápido e implacável, o mesmo personagem que ajudou a construir a infância de muita gente — espere, por exemplo, encontrar ranques online com os melhores tempos.


Enfim, resta agora saber se a propaganda e a retórica do Sonic Team realmente se justificam. Uma aposta? Tudo indica que sim. Afinal, está tudo aqui: novo Sonic e velho Sonic reunidos com todos os melhores elementos da série pelo motivo bastante plausível dos lapsos temporais. Ok, pode demonstrar alguma esperança. Você com certeza não será o único.





Sonic Generations tem lançamento previsto para o final do ano.

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Total War: Shogun 2

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Um mergulho histórico

Nippon, 1545. Após um longo período de guerras, o país sofre com uma complicada crise interna. Seu território foi dividido em inúmeras províncias, dominadas pelos senhores feudais, conhecidos como daimyos.

Essa descentralização do poder enfraqueceu a autoridade do atual shogun, líder militar que governava o Japão nessa época. Com isso, diversos clãs espalhados pelo arquipélago iniciaram uma série de conflitos a fim de derrubar o xogunato vigente e colocar sua família no topo da hierarquia nipônica, mesmo que isso significasse derrubar aqueles que tivessem o mesmo objetivo.

É nessa época da história que Total War: Shogun 2 nos faz mergulhar. Seguindo a linha dos demais jogos da série, o game utiliza fatos reais como pano de fundo da narrativa e nos apresenta um interessante e complexo sistema de estratégia para que possamos recriar ou reescrever o que aconteceu há séculos.


Para isso, a The Creative Assembly colocou vários desses clãs à disposição dos jogadores para que eles mesmos refaçam sua versão da história. Se os Tokugawa foram os verdadeiros vencedores dessas lutas, aqui podemos fazer com que os Uesugi ou os Chokosabe cheguem ao coração do governo, em Kyoto. Tudo depende de suas habilidades como líder para comandar seus exércitos e gerenciar suas províncias.

O grande destaque do título é exatamente a jogabilidade, que combina elementos de RTS com estratégia em turnos. O resultado é uma mecânica que exige muito cuidado na hora de tomar suas decisões, que vão desde a manutenção da ordem pública, da coordenação de ações militares e até mesmo o destino dos herdeiros de seu clã. Se a proposta é torná-lo um xogum, o jogo conseguiu.

Jogos, cultura e educação

Sabe aquele papo de que os games não levam a lugar algum e que nunca ensinam nada? Pois Total War: Shogun 2 é a resposta definitiva de que essa ideia está mais do que equivocada. Por mais que a história nipônica não faça parte do currículo nas escolas brasileiras, é inegável que o título consegue ensinar ao mesmo tempo em que diverte e entretém.

O grande acerto da desenvolvedora é levar o jogador a um período que sempre aguça nossa curiosidade. O Japão feudal é conhecido exatamente por conta das batalhas, de seus samurais e de seus ninjas. Quem nunca ouviu falar em Miyamoto Musashi ou se interessou pelo passado de uma das nações mais influentes do mundo?

Mais do que isso, o game realmente consegue recriar a época a ponto de fazer com que a jogatina se transforme em um mergulho cultural. Desde os primeiros momentos, Shogun 2 traz diversos elementos típicos da arte japonesa e narra várias passagens importantes como se elas fossem somente parte do enredo. Muito melhor do que a didática de muitos professores.
Aprovado

Mergulho histórico e cultural

Como dito, total War: Shogun 2 se destaca exatamente por transportar o jogador da frente do PC para o Japão feudal. A reconstrução do período é feita de maneira magistral e é impossível se tornar indiferente ao que nos é mostrado. Se você já conhece um pouco sobre o passado daquele país, a viagem se torna ainda mais prazerosa.

A desenvolvedora teve um cuidado muito grande para reviver cada elemento e criar uma ambientação realmente imersiva. A começar pela trilha sonora, que utiliza elementos característicos da cultura nipônica e consegue criar um clima quase que épico aos confrontos entre samurais na apresentação de abertura.


Os detalhes de época também foram respeitados, seja na construção das armaduras dos guerreiros, nas tradições vistas nos campos de batalha e até mesmo em alguns costumes do cotidiano das províncias. Pode parecer algo relevante dentro do contexto estratégico que o jogo se propõe a oferecer, mas vale a pena ser conferido e apreciado.

O mesmo pode ser dito das questões históricas, que são reproduzidas da maneira mais fiel possível. A comentada crise política do século XVI é um ótimo exemplo, já que somos apresentados a clãs reais que estavam envolvidos na disputa pelo xogunato. Nomes como Tokugawa, Chokosabe e Date fazem parte dos registros do passado e podem ser controlados por você em Shogun 2. Personagens e heróis nacionais também estão presentes, principalmente entre generais e daimyos.

Há até mesmo um modo exclusivo para que os jogadores revivam batalhas importantes, como Kawanakajima e Sekigahara. Embora não seja possível selecionar o exército nestes casos, “presenciar” essas lutas é algo muito divertido.

As missões cristãs também dão as caras nesta edição de Total War. Como estamos na época de maior influência das chamadas “Grandes Navegações” europeias, a expansão territorial e religiosa chega ao Oriente e é exibida de maneira interessante em Shogun 2, como será visto a seguir.

Com tantas informações em um só lugar, fica complicado ter domínio sobre todos os fatos, datas e nomes. Por conta disso, a The Creative Assembly preparou uma enciclopédia com tudo o que pode ser útil para o jogador em sua campanha. Com dados que vão desde elementos do próprio jogo a registros reais, o usuário pode reservar um tempo para se aprofundar em características de seu clã e até mesmo em curiosidades sobre o passado do Japão.

Liberdade estratégica

Um dos principais atrativos de um jogo de estratégia é testar a capacidade administrativa de seu comandante. Pôr à prova noções de economia e desenvolver táticas de guerra são apenas alguns pontos que tornam o gênero ao atraente. E nesses quesitos, Total War: Shogun 2 consegue se destacar.

Sabe aquele plano de aceleração do crescimento que você fez para sua província? Pois bem, ela não era tão funcional assim e as coisas não saíram como você imaginou, fazendo com que suas economias desaparecessem e que seu território abrisse as portas para uma invasão inimiga.



Isso é apenas uma das possibilidades disponíveis no game, já que há como definir qualquer aspecto na administração de sua província. Todas as decisões têm um tipo de consequência, tanto positivas quanto negativas.

A primeira grande escolha está na hora de selecionar o clã da campanha. Cada família possui características diferentes, assim como um nível de dificuldade distinto. Os Uesugi, por exemplo, são aconselhados para iniciantes. Por serem mais religiosos e com uma relação muito maior com o Budismo do que nos demais feudos, eles são os únicos a conseguirem evoluir seus monges a um nível mais próximo do divino.

O gerenciamento de suas áreas é algo muito mais complexo do que o visto em muitos jogos do gênero. Shogun 2 oferece um complexo sistema de gerenciamento em que existem diversas variáveis envolvidas. Embora alguns desses fatores pareçam desnecessários, saber lidar com problemas de todas as naturezas é uma característica fundamental para quem almeja ser o próximo xogum.


Entre as várias questões que o jogador terá de decidir ao longo da campanha, a que mais gera dor de cabeça é a que envolve a quantidade de tributos que os moradores de suas províncias terão de pagar ao daimyo. Ao mesmo tempo em que uma taxação elevada faz com que sua economia prospere, isso faz com que o nível de descontentamento da população aumente. Cabe a você decidir se diminui os lucros – e assim cortar investimentos em seu exército, por exemplo – ou se ignora o apelo popular. Neste caso, é possível que eles se rebelem e organizem um grupo armado para tirá-lo do poder.

Por falar nisso, a satisfação é um dos pontos mais importantes de Total War: Shogun 2. É preciso estar atento a isso desde os primeiros momentos de jogo, já que isso influencia desde o crescimento da economia à motivação de seu exército. Além dos aldeões, seus generais também podem começar a questionar sua autoridade e fazer com que toda sua força bélica seja inutilizada.

Para isso, é preciso entrar na questão familiar. É possível adotar algum dos líderes de suas tropas para que ele faça parte de seu clã e entre na linha de sucessão ao trono ou até mesmo arranjar um casamento com uma de suas filhas. Cada uma dessas escolhas adiciona ou remove atributos de seu feudo, dependendo do grau de aprovação.


Além disso, a religião também é um fator importante e que deve ser pensado com cuidado. Como dito anteriormente, a chegada das missões cristãs acontece nessa época e é uma peça fundamental para seu caminho em direção ao topo do xogunato. Caso você aceite a doutrina ocidental em seu território, os europeus passam a ajudá-lo com armas de fogo e fazem com que sua tecnologia evolua rapidamente. Porém, caso o povo seja demasiadamente budista, uma revolta popular pode ter início. Por outro lado, negar ajuda permite que seus rivais recebam apoio estrangeiro.

As táticas de combate também são muito importantes. Não estudar uma formação para cada investida é algo suicida e quase sempre vai levar suas tropas à morte certa. O posicionamento de unidades é feito ao iniciar de cada confronto e é um dos fatores que definem as lutas.



Mais do que isso, também é possível apostar em condições climáticas na hora de atacar um clã adversário. Esperar por um período de chuvas, por exemplo, pode ser ideal para atrapalhar a visão dos arqueiros inimigos, assim como a neve dificulta o uso das cavalarias.

Em outras palavras, o universo de possibilidades de Total War: Shogun 2 é praticamente infinito. Com várias decisões a serem tomadas e com tantas variáveis envolvidas, é praticamente impossível saber com exatidão qual será o futuro de sua família. Cabe às suas habilidades administrativas dizer se o desenvolvimento será próspero ou não.

Poderio gráfico, mas sem perder o charme

Ao iniciarmos o jogo, somos agraciados com uma das mais bonitas aberturas de games dos últimos tempos. A cena de apresentação traz todas as características culturais citadas anteriormente com um visual realmente de cair o queixo. A qualidade da pré-renderização chega a ser assombrosa.

Dentro do game, o resultado não é diferente. O destaque fica por conta dos confrontos, já que é neles que vemos a ação se desenrolar e o motor gráfico ser levado ao máximo. Imagine que é possível visualizar centenas de soldados de uma só vez e perceber que o desempenho é praticamente inabalado. É claro que isso vai depender da configuração de seu computador, mas é inegável que o potencial obtido pela The Creative Assembly é digno de elogios.



Outro ponto bastante interessante é que o zoom permite tanto a visualização aérea das batalhas quanto um mergulho em meio às tropas. Além de ver seus samurais acabando com o adversário, isso faz com que seja possível olhar de perto quem são os soldados que lutam pelo daimyo: indivíduos diferenciados e não uma massa incógnita com o mesmo rosto. É possível diferenciar cada um dos guerreiros, ouvir seus gritos de guerra e o brandir das katanas ao encontro das lâminas inimigas.

Já na tela de gerenciamento, o destaque está na arte. Como temos uma visão um pouco distante do arquipélago japonês, não há muitos detalhes. Portanto, a solução da desenvolvedora foi caprichar na direção de arte, que combinou geografia real com elementos estilizados. O traçado no mapa, por exemplo, lembra muito algumas características vistas em Okami.

Isso sem falar nas influências climáticas. Como os turnos são representados por uma estação do ano, cada rodada possui uma construção própria. Primavera, outono, verão e inverno afetam o terreno de várias formas e trazem pequenos espetáculos visuais, como as flores de cerejeira em certas épocas.

Jogabilidade completa

Se você é o tipo de jogador que se preocupa em categorizar seus jogos em gêneros específicos, Total War: Shogun 2 pode dar uma nó em sua cabeça. Por mais que seja um game de estratégia, ele não se enquadra nas características de um RTS, nem nas de um título baseado em turnos.

Isso acontece porque a The Creative Assembly misturou os dois estilos exatamente para que a jogabilidade contemplasse o que há de melhor nos dois mundos. Portanto, o gerenciamento de províncias, fortificação de unidades e expansão de territórios segue o formato tradicional de rodadas, em que é preciso aguardar as próximas estações do ano para ter acesso a novas opções.

Porém, os confrontos vão na contramão disso e possuem aspectos vistos apenas em jogos de estratégia em tempo real. Ter domínio sobre a movimentação de tropas e definir a hora de atacar, recurar e até mesmo de parar são apenas alguns exemplos do que é permitido.

Além disso, existem várias particularidades dentro dessa mecânica que vão testar suas habilidades táticas. São inúmeros detalhes tanto para a administração do clã quanto para as batalhas, o que torna tudo bastante complexo e desafiador.

Um novo clã

O modo online de Total War: Shogun 2 é um dos grandes diferenciais desta edição. Além da já conhecida campanha multiplayer, há o novo Avatar Conquest, que permite ao jogador criar seu próprio clã e lutar contra vários outros usuários para expandir seu território.


Assim como acontece em diversos outros títulos, há um sistema de progressão com base no ganho de experiência. Cada partida resulta em uma pontuação, que pode ser acumulada para que sua família suba de nível e ganhe mais recursos para evoluir. Com isso, você pode aumentar a quantidade de unidades em seu exército ou melhorar a força ou a defesa das tropas.

Com uma mecânica criativa e bastante intuitiva, almejar o crescimento de seus próprios domínios é algo muito divertido. Além disso, há vários elementos de personalização, como a bandeira que vai representar sua dinastia e até mesmo a aparência de seu daimyo.
Reprovado

Nem tudo são sakuras
Lembra-se do ótimo desempenho visual obtido pela equipe da The Creative Assembly? Embora eles realmente tenham conseguido fazer com que os gráficos de Shogun 2 ficassem impressionantes, isso não isenta o game de uma série de problemas.

A primeira e mais perceptível é que o motor gráfico não é capaz de manter a aparência estonteante vista na apresentação. Se você ficou boquiaberto durante a abertura, prepare-se para tomar um banho de água fria na animação que vem em seguida: personagens poligonais (com direito a orelhas quadradas), expressão facial nula e alguns elementos totalmente chapados. Em uma cena, por exemplo, vemos uma horta em que as plantas são riscos verdes chapados na superfície marrom.

Porém, é preciso dizer que isso não é uma constante. O grande problema está exatamente nessas cenas animadas, já que a construção de personagens jogáveis não sofre com esses problemas. Conforme observado nos pontos positivos, as lutas estão muito bonitas, então é complicado dizer onde foi que o estúdio errou.

Outro ponto é a queda na quantidade de quadros por segundos. Há momentos em que a placa gráfica do computador simplesmente não aguenta a quantidade de elementos e faz com que o desempenho despenque. Isso é bastante nítido durante a contextualização histórica ao início da campanha, já que o ambiente noturno, em chamas e repleto de samurais, deixa evidente que ainda existem algumas falhas.

Eterno aprendizado

Uma coisa é certa: Total War: Shogun 2 é um game extremamente complexo. Ao mesmo tempo em que a jogabilidade cheia de variáveis e detalhes torna tudo bastante variado, ela faz com que o tempo necessário para dominar todos os recursos existentes seja incrivelmente longo.

Por mais que isso seja uma característica do gênero em si, tudo neste jogo exige uma explicação. Claro que cabe ao jogador a decisão de ler ou não o breve tutorial, porém há o risco de você deixar algum detalhe importante não ser revelado. Além disso, administrar seu clã sem saber qual a função de cada recurso é quase como pedir que seu feudo vá à falência.


O problema é que, depois de um determinado período, o usuário não tem mais paciência para ler o que está sendo dito. Cada botão abre uma pequena janela no canto da tela que define qual sua utilidade, mas que passa a ser ignorado a partir de determinado ponto.

Isso sem falar de que há chances de você nem sequer descobrir a existência de certos elementos. Como é preciso um pouco de curiosidade para explorar a interface, é muito provável que muitas aplicações passem despercebidas, o que pode comprometer todo o avanço de sua província.

Se você não é tão apaixonado por game de estratégia, a probabilidade de você desistir de Shogun 2 é enorme. Por mais que você tente se aventurar às cegas, abandonar os tutoriais é dar um passo em direção ao fracasso. A partir daí, fechar a janela e procurar outra atividade é questão de minutos.

Vale a pena?

Sem sombra de dúvidas, Total War: Shogun 2 é um título imperdível, mas é nítido que ele é voltado principalmente para quem já é fã do gênero. Não que isso impeça que outros jogadores aproveitem tudo o que o título tem a oferecer, mas o complexo sistema de gerenciamento pode desanimar quem não está familiarizado ao estilo.

No entanto, se você for além dessa barreira, o game é uma intensa e agradável viagem ao Japão feudal. Com um cuidado visual, artístico e cultural de primeira, é impossível não se empolgar no mergulho histórico que fazemos ao Nippon do século XVI.

Assassin's Creed: Brotherhood - The Da Vinci Disappearance

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Um DLC que expande o game, mas não o renova

Criar uma nova franquia a essa altura do campeonato é uma tarefa extremamente complicada. Em um mercado com tantos grandes nomes, é muito difícil vermos um título recente conquistar a simpatia do público a ponto de disputar a atenção dos jogadores com franquias já tradicionais. Quem você imaginaria ser capaz de ameaçar o reinado de Mario ou Kratos?

A Ubisoft, porém, não se intimidou com a concorrência e apostou em Assassin's Creed, um game que estreou nesta geração e conquistou milhões de fãs em todas as plataformas por que passou logo de início. Com uma jogabilidade divertida e uma ambientação histórica repleta de teorias da conspiração, era óbvio que o jogo receberia uma sequência.

No entanto, o estúdio foi além e conseguiu superar todas as expectativas. A continuação nos levou à Europa em meio ao Renascimento e apresentou um herói ainda mais carismático. O novato Ezio Auditore da Firenze se destacou muito mais que seu antepassado, ganhou uma legião de admiradores e um novo game.


Se o segundo título foi aclamado por conta de sua evolução significativa na história, nos gráficos e na jogabilidade, essa experiência é expandida em Assassin's Creed: Brotherhood, que leva a diversão a uma área até então não aproveitada na série: o multiplayer. Com vários modos de jogo que variam da caçada em grupo ao verdadeiro “que sobreviva o mais habilidoso”, o título conseguiu direcionar para o mundo online toda a diversão da mecânica de assassinatos.

Isso sem falar do enredo, que dá sequência à trama de Ezio e faz com que sua busca por vingança contra os Borgias o leve a Roma. Se o universo de conspirações escondidas em fatos históricos sempre foi o grande diferencial da série, em Brotherhood isso é levado para o lado religioso e mostra todos os interesses (e podres) existentes dentro do Vaticano do século XVI.

Entre quadros

Como todo fã de Assassin’s Creed já deve ter percebido, os DLCs lançados pela Ubisoft para a série são sempre fatos que estão dentro do período narrado pelo jogo, mas que, por algum motivo, não puderam ser reconhecidos pela máquina Animus. Sendo assim, ao comprar o conteúdo adicional, o jogador consegue fazer com que uma parte antes bloqueada do código genético de Desmond Miles seja decodificada. Foi assim com as sequências 12 e 13 do game anterior e é assim também com The Da Vinci Disappearance.


Por conta disso, saiba desde já que existem grandes chances de existirem spoilers nesta análise. Por estar situado em um trecho muito próximo ao final da história, é natural que algumas informações possam estragar a diversão de quem ainda está dando seus primeiros passos na irmandade dos assassinos. Caso não queira nenhuma surpresa desagradável, sugerimos parar por aqui.

Desde Assassin’s Creed II, Ezio encontrou um grande aliado em sua busca por vingança: Leonardo Da Vinci. No entanto, enquanto o artista possuía um papel de coadjuvante até agora, neste pacote adicional ele é a grande estrela – ou quase, já que seu desaparecimento é o grande estopim para uma série de acontecimentos.



The Da Vinci Disappearance acontece no ano de 1506, logo após o assassino voltar a Roma, depois de um período de reclusão, enquanto estudava a Apple of Eden. Ao chegar à capital italiana, Ezio procura Leonardo na tentativa de arranjar um barco que o leve à Espanha para enfrentar Cesare Borgia.

É nesse contexto que Da Vinci explica suas pesquisas sobre o matemático grego Pitágoras e como ele aparentava ter uma relação com o artefato mágico protegido pela irmandade. Porém, essa informação também desperta o interesse de membros do Hermetismo, uma seita que acredita que Deus está em todos nós e que somente o conhecimento pode libertar o mundo – ou permitir sua dominação –, o que faz com que o ilustre artista seja capturado.
Aprovado

Novas figuras históricas

A franquia Assassin’s Creed sempre foi um prato cheio para os apaixonados por História ao nos mostrar uma releitura de personagens e fatos importantes a partir de uma perspectiva totalmente diferente. Figuras que vimos na escola, como Maquiavel, Copérnico e até mesmo Dante Alighieri, já deram as caras e se revelaram parte da irmandade dos assassinos – ou da Ordem dos Templários.

Em The Da Vinci Disappearance, além do famoso artista, temos outros nomes marcantes que assumem um papel vital dentro do enredo. É o caso de Salai, apelido dado a Gian Giacomo Caprotti da Oreno, aprendiz de Leonardo. Por conhecer toda a obra e segredos de seu mestre, o garoto é peça fundamental para que Ezio consiga resgatar seu amigo.


Já os membros do Hermetismo não são tão conhecidos assim. Por ser uma seita oculta, ela sempre permaneceu nos bastidores da História, escondida nas sombras e agindo de maneira discreta. No entanto, em Assassin’s Creed: Brotherhood, eles são muito mais chamativos e representam uma dor de cabeça muito maior do que o exército do Vaticano.

Além disso, o DLC traz também novos locais a serem visitados. Cenários como as catacumbas do Templo de Pitágoras e o Castelo de Belringuardo, em Ferrara, são ambientes que mesclam muito bem elementos de stealth com as habilidades de Le Parkour e combate dos assassinos. Caso você tente obter o máximo de sincronização de cada missão, se prepare para se tornar invisível para passar despercebido por todos os guardas existentes. Isso sem falar da difícil tarefa de se manter intangível durante confrontos contra dezenas de inimigos ao mesmo tempo.


Outro ponto bastante interessante é o reencontro com personagens que, aparentemente, haviam 
desaparecido da história principal. É o caso da filha do Papa, Lucrezia Borgia, que se casa e vai morar com o marido em Ferrara. O local é um dos mais interessantes a ser explorado de todo o jogo e a cena do reencontro do protagonista com a moça é uma das melhores da série. Após vermos a relação incestuosa da megera com seu irmão Cesare, é engraçado ver como ela suporta seu “cruel” destino ao lado do novo marido.

Novos desafios

Se você é um caçador de troféus ou conquistas, pode começar a comemorar: The Da Vinci Disappearance adiciona dez novos prêmios à já extensa lista de Assassin’s Creed: Brotherhood. O mais divertido é que todos são referentes à campanha single player, o que prolonga a vida da história mesmo após o término do game, ainda que por algumas horas.

O que chama a atenção neste aspecto é a variedade dos objetivos. Alguns são bem simples – como subornar um arauto e então roubá-lo em seguida –, enquanto outros exigem um pouco mais de empenho. Porém, até mesmo os mais complicados conseguem ser bem divertidos e prender por um bom tempo até mesmo quem já encerrou o enredo.



Exemplo disso é a caça pelos “arlequins sedentos”. Esses palhaços estão espalhados por Roma e são facilmente identificáveis pelo fato de estarem sempre fazendo alguma pirueta próximo dos rios (o que justifica o adjetivo). Embora pareça fácil, derrotá-los de mãos limpas é algo bastante trabalhoso. O mesmo pode ser dito do assassinato duplo em um paraquedas, que fará os jogadores experimentarem saltos de todos os prédios da capital italiana.

Porém, o único troféu/conquista que pode ser questionado é “O Príncipe”, que exige que o usuário sincronize por completo o game e suas DLCs. Se fosse só isso, tudo bem, mas a Ubisoft decidiu dar apenas um troféu de prata na versão para PlayStation 3. Será que alguém da equipe sabe o quanto isso é complicado de ser feito? Só pela sequência dos tanques, já merecia um ouro.

Expandindo o multiplayer

O grande destaque de Brotherhood foi a adição de um modo multiplayer, então nada mais justo do que o maior conteúdo adicional trazer algumas melhorias ao recurso. Pois The Da Vinci Disappearance consegue expandir os confrontos online e deixá-los ainda mais divertidos.

A primeira novidade é bastante visível: são quatro novos personagens disponíveis, o que torna a seleção muito mais variada. Isso faz com que a diversidade de NPCs nos mapas seja ainda maior, deixando a caçada ainda mais complicada. Se já era difícil localizar seu alvo com os inimigos tradicionais, o que dizer depois dessa atualização?

Entre os novatos, os que mais se destacam são o The Pariah, uma espécie de nobre mascarado, e o The Knight, um cavaleiro bastante parecido com os Brutes da campanha para um jogador. Além deles, há a Dama Rossa e o Marquis, dois membros da aristocracia renascentista que vêm para ampliar o multiplayer.

Porém, a mudança mais significativa está na chegada de dois novos modos de jogo. O Escort é a modalidade estreante que mais exige trabalho em equipe, já que os dois grupos devem andar sempre juntos para proteger o jogador mais importante (VIP). Como as partidas são divididas em duas rodadas, os usuários devem caçar determinado adversário e proteger sua vítima para poderem vencer.


Já o Assassinate é o mais divertido (e irritante) estilo de todo o game. A melhor forma de descrevê-lo é como um Deathmatch avançado, em que todos os assassinos são presas e caçadores ao mesmo tempo. Isso faz com que as rodadas sejam muito mais dinâmicas, já que não há um sistema de alvos específicos: se você encontrar um jogador, mate-o antes que ele faça isso com você.

O grande segredo desse novo estilo é saber se camuflar em meio aos NPCs, observar o comportamento dos outros usuários e se aproximar sem ser percebido. Caso consiga fazer tudo isso com perfeição, você terá grandes chances de ter a melhor pontuação. Porém, se falhar, será uma presa fácil em meio a tantos inimigos mortais.
Reprovado

Expandir sem renovar

O grande mérito do sistema de DLCs é a possibilidade de o jogador expandir a experiência de jogo sem precisar adquirir um novo título. Em vez de comprar uma sequência, basta baixar um conteúdo extra que traz novas possibilidades àquele universo já conhecido. E é exatamente isto que The Da Vinci Disappearance faz: prolonga o enredo do game e oferece novos recursos ao modo multiplayer. Então, por que isto está sendo dito na categoria de reprovados da análise?

Depois que a Rockstar lançou o pacote Undead Nightmare para Red Dead Redemption, a forma com que vemos os DLCs mudou. Se antes eles serviam para dar mais algumas horas de jogo, os zumbis no Velho Oeste mostraram que era possível renovar completamente a mecânica do game a ponto de ser considerado um título completamente diferente, embora sem ser uma sequência propriamente dita.

O pacote extra de Assassin’s Creed: Brotherhood não é ruim, longe disso. No entanto, ele decepciona por não oferecer uma experiência nova. São exatamente os mesmos desafios de antes, mas com uma razão diferente, o que não é tão empolgante assim. Além disso, há também o problema de tempo, já que as oito missões inéditas podem ser concluídas em apenas uma tarde. Por mais que os dois novos modos sejam divertidos, não conseguem sustentar o conteúdo por completo.

O que estamos querendo dizer é que a revolução feita em RDR deixou claro que os DLCs podem ir muito além do que está sendo oferecido em The Da Vinci Disappearance, principalmente pelo fato de ambos custarem USS$ 9,99/800 MS Points. Por que o produto da Rockstar consegue dar nova vida ao game enquanto o da Ubisoft apenas estende a narrativa por um breve período, se os dois têm o mesmo preço? Ainda que muita gente critique esse tipo de comparação, ela é inevitável.

O aparecimento do Da Vinci desaparecido
Mais do que personagens carismáticos, tramas envolventes ou ambientes imersivos, a pedra fundamental de qualquer narrativa é sua coerência. De nada adianta termos tudo isso se a história que é contada não condiz com aquilo que vemos. Mesmo que isso pareça ser apenas um detalhe, é um ponto que consegue quebrar toda a estrutura que The Da Vinci Disappearance tenta construir.



Como dito anteriormente, Ezio tenta resgatar seu amigo Leonardo Da Vinci das mãos de uma seita ocultista. Após encontrar Salai, o assassino se depara com a oficina do artista completamente destruída e um pedido de ajuda escrito com giz no chão da casa. A partir disso, o jogador deve visitar Roma e outras cidades italianas para encontrar os quadros perdidos de Da Vinci que indicam a localização do Templo de Pitágoras.

Se você jogou Assassin’s Creed: Brotherhood, certamente deve se lembrar de que existem algumas áreas no mapa assinaladas com a letra “L”. Esses locais são pontos de encontro entre o herói e o artista, que fornece armas e outros materiais importantes para a campanha. O problema é que isso permanece mesmo após Leonardo ter sido sequestrado, o que resulta em uma cena incrivelmente sem sentido em meio daquele contexto.

Ao chegarmos ao banco demarcado, vemos Ezio e Da Vinci conversando normalmente, como se este nunca tivesse desaparecido. Ele senta, há um pequeno diálogo e você volta a procurá-lo. Sim, ele esteve ao seu lado há dois segundos e você precisa ir até um templo repleto de inimigos para buscá-lo. Não tem lógica alguma.

Para quem adorou o modo multiplayer de Assassin’s Creed: Brotherhood, The Da Vinci Disappearance é motivo de alegria. Sem sombra de dúvidas, a adição mais significativa do DLC está nas partidas online. As novas modalidades expandem as possibilidades e as deixam ainda mais desafiadoras e divertidas, principalmente a Assassinate. O estilo Deathmatch de matar qualquer jogador que se aproximar é o que todos os jogadores esperavam do game, mas que só agora chega ao título.

Por outro lado, o conteúdo pode decepcionar quem esperava prolongar a vida do jogo por muito tempo. Por mais que acessemos memórias recuperadas de Desmond Miles, a duração dessa sequência não é nada surpreendente. Até mesmo o incentivo dos troféus/conquistas não chega a ser desafiante, visto que a dificuldade de obter esses elementos é bem baixa.

O maior problema do DLC está exatamente em não renovar o game. Como já dissemos, Undead Nightmare conseguiu dar nova vida a Red Dead Redemption pelo mesmo preço de The Da Vinci Disappearance, então por que Ezio não conseguiu um tratamento semelhante por parte da sua desenvolvedora? A Rockstar nos deixou mal-acostumados com as possibilidades oferecidas em um pacote de expansão e não esperamos nada menos que isso de suas concorrentes. Ouviu, Ubisoft?

Anarchy Reigns

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Um MadWorld ainda mais caótico


Anarchy Reigns traz exatamente o que o nome sugere: o mais completo caos instalado em uma arena tão hostil quanto pitoresca, na qual vários personagens potencialmente lunáticos e armados até os dentes digladiam no melhor estilo MadWorld. A propósito, alguns deles são mesmo remanescentes do título mais sanguinolento jamais lançado para o Wii.


Não por acaso, é claro. Anarchy Reigns é o primeiro título multiplayer online da desenvolvedora Platinum Games, a mesma que colocou nas prateleiras — também sob os auspícios da SEGA — Bayonetta, Infinite Space, Vanquish e, é claro, MadWorld. Um desafio? Certamente. Mas nada que uma boa dose insanidade, pancadaria e catástrofes ambientais não possa dar conta.





É claro que o caos materializado aqui também pode ser descrito de outra forma. Conforme colocou o produtor Atsushi Inaba em entrevista ao site Gamespot.com, “há tanta coisa acontecendo simultaneamente que nem sequer é possível descrever cada elemento isoladamente”.


De fato, é precisamente essa a impressão que fica quando você assiste o icônico Jack Cayman (MadWorld) serrando inimigos ao meio e arremessando carros, enquanto é acompanhado por outros personagens de igual calibre, como a inconfundível Mathilda — aquela mesma, a que tem espinhos onde... Bem, onde normalmente não existem espinhos. Caso ainda não seja suficiente, vale citar que bombas e criaturas colossais podem irromper no cenário sem aviso prévio. Aos detalhes...


A mais completa anarquia


Estritamente falando, Anarchy Reigns poderia ser descrito como um jogos de pancadaria online em terceira pessoa. E o cenário é tão clichê quanto convidativo: um mundo pós-apocalíptico — repleto, portanto, construções em ruínas e destroços que facilmente se transformam em armas nas mãos certas.


Mas a coisa toda acontece quando isso é posto em movimento. Organismos cibernético, mutantes ensandecidos, tsunamis, buracos negros e eventuais chuvas de bombas... Excluindo-se aparte dos “mutantes ensandecidos”, o que resta é chamado pelos produtores de ATE (algo como eventos ativados pela ação, na sigla em inglês).





Basicamente, é o que entra em cena para garantir o caos, caso carros arremessados e armamentos pesados não sejam o suficiente. E o elemento que garante o clima de imprevisibilidade dominante em Anarchy Reigns. Ou, de acordo com Inaba, um acontecimento que “pode mudar a situação completamente. Algo que pode ocasionar uma boa oportunidade”.


Mas instaurar o caos não é o único motivo para essas reviravoltas geradas pelo ambiente. Segundo o produtor, a ideia é ameaçar também o equilíbrio entre jogadores habilidosos e amadores. Basicamente, virar o mundo pelo avesso sem aviso prévio pode servir como uma oportunidade única para um azarão.





Ah, é claro. Existe também um modo campanha aqui. Eis o que afirmou a Platinum Games a respeito: “sim, existe uma história”. E é isso. Caso alguém ainda tivesse qualquer tipo de dúvida quanto à orientação predominantemente multiplayer.


Remanescentes de MadWorld... Com alguns adicionais


Anarchy Reigns traz uma turba de personagens mais ou menos humana, dependendo do nível de nanotecnologia utilizada para modificar seus corpos. Alguns aqui já são velhos conhecidos dos adeptos da sanguinolência de Mad World, enquanto outros fazem seu primeiro aporte no mundo dos games. Confira abaixo cada um dos geradores de caos:
Jack Cayman


Trata-se do controverso protagonista de MadWorld, cuja marca registrada é uma motosserra dupla capaz de causar muito... Muito estrago. Em Anarchy Reigns Jack é novamente dublado por Steve Blum.


Sasha


Basicamente, uma ninja com habilidades ligadas ao gelo, cuja principal arma leva o nome bastante natural de Snow Spikes, capaz de congelar e retalhar com um único movimento.


Zero
Um ninja cibernético com um par de catanas: Onimaru e Juzumaru.


Big Bull


Mais um egresso de MadWorld. Trata-se de um “cybrid” (ciborgue com cérebro humano), uma montanha de músculos capaz de provocar bastante estrago com o seu Jet Hammer.
Black Baron


Outro remanescente de MadWorld. Trata-se de um sujeitinho arrogantes que dispara bravatas enquanto utiliza sua principal técnica de ataque: Super Sexy Fists of Fire (?!)


Mathilda
Ah, a inesquecível Mathilda. Embora não ostente os mesmos trajes de MadWorld — que incrivelmente conseguiam tornar a coisa toda ainda mais imoral —, ela traz para Anarchy Reign uma ostensiva maça adornada de espinhos e capaz de disparar descargas elétricas.


Combate: Em algum lugar entre MadWorld e Bayonetta


Em relação ao sistema de combate, Anarchy Reign traz uma simplicidade ostensiva — cheia de manobra aéreas e movimentos exagerados — semelhante ao que se podia encontrar em MadWorld e Bayonetta.


Os combos são disparados através de sequências simples compostas por ataques leves, pesados e agarrões. Para tornar a coisa toda ainda mais fluida, há um comando para travar a mira nos oponentes — quer dizer, é só sair apertando botões o mais rápido que você puder. Mas é claro, cada personagem possui ainda uma gama de ataques exclusivos; uma mistura potencialmente destruidora entre armamento pesado e pancadaria pura.





Deathmatch, hordas e duelos até a morte


Entre os modos de jogo, Battle Royal possivelmente seja o mais insano. São oito jogadores arremessados para dentro de um cenário de grandes proporções em um esquema de “todos contra todos”.


Não que parecerias temporárias não sejam possíveis, é claro. Por exemplo, destroçar um oponente que já esteja apanhando de alguém — não, certamente não há espaço para espírito esportivo aqui. Mas sempre é possível colocar de uma forma mais bonita: “[os lutadores] podem cooperar uns com os outros a fim de suplementar as suas fraquezas”.





Ademais, o modo deathmatch ainda permite que dois personagens isolem-se em um “duelo até a morte”, e também há uma variação domo modo Horde de Gears of War, com dezenas e mais dezenas de inimigos arremessados ininterruptamente no cenário — coisas como mutantes gigantescos portando maças de concreto e soldados armados com lasers.


Enfim, mais “um jogo de luta”, conforme colocou o produtor Atsushi Inaba. Entretanto, a proposta interessante envolvendo personagens emblemáticos, catástrofes ambientais e sanguinolência sem limites parece perfeitamente capaz de fornecer novo fôlego para o estilo criado em MadWorld. É esperar para ver.


Anarchy Reigns tem lançamento previsto para o final do ano.
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